domingo, 17 de outubro de 2010

para viver de fato uma obra-de-arte

para viver de fato uma obra-de-arte

eu preciso que ela me suspenda.

que me tire de um estado de comodismo

e, por um instante que seja...

me deixe em estado de suspensão.

que me tire da cadeira.

me tire do meu cotidiano mesquinho.

me leve pra outros lugares

que eu nunca sequer sonhei habitar.

que me falte o fôlego.

que me falte o ar.

e que depois,

de cega e de tonta de tanto rodar

eu finalmente volte a ser.

eu.

novamente.

mas completamente diferente.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

quero uma arte...

quero uma arte que toque os corações.
que mexa as estruturas.
que desperte paixões
adormecidas, esquecidas...

quero fazer arte como a única coisa que me resta.
de forma plena, inteira, mordaz.

quero fazer arte como quem morde, como quem cutuca.

não quero cançõezinhas de ninar. não quero fazer adormecer.
pelo contrário, quero acordar... acordar o mundo pra fazer viver.

quero que a vida pulse como pulsa o coração do condenado no corredor da morte.

e que seja despida de egos, vaidades e coisas mesquinhas...

que se viva.

que se sinta.

que se seja.

simplesmente.

e intensamente.

(texto escrito/vomitado ao final de um dia em que pesquisei sobre os trabalhos artísticos maravilhosos de alexandre veras e andréa bardawil, me reuni e pensei muito sobre arte com o pessoal do ceará autoral criativo e soube da notícia-tragédia do falecimento do poeta marcelo bittencourt).

esta letra foi musicada posteriormente por jefferson portela.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Release

Joyce Custódio é cantora, compositora e atriz. Formada em Artes Cênicas pelo CEFETCE, é cantora desde 1998, quando participou como intérprete do extinto Projeto Bec Seis e Meia, do Theatro José de Alencar e desde 1999 vem investindo em composições próprias, a maioria em parceria com o poeta Alan Mendonça. Já participou de alguns festivais de música, como o extinto Festival de Camocim, Festival de Garanhuns – PE, e do Festival Ecos de 68 da UFC, todos com composições próprias. Participou da banda Amana Ara, durante os anos de 2002/03, que tinha à frente o violonista e compositor Lenine Rodrigues, com um trabalho eminentemente autoral.

Na área teatral, já fez parte de vários grupos, como o Grupo Impressões Teatrais, o Grupo Teatro de Caretas e o PIANE - Projeto de Integração de Atores do Nordeste. Com o espetáculo "O Auto da Repartição das Almas", participou da IV Bienal de Arte e Cultura da UNE, em 2005, na cidade de São Paulo e com o espetáculo "A Selva e o Mar" participou do XII Festival de Teatro de Guaramiranga e da VII Mostra Cariri das Artes, ambos montados pelo Grupo Impressões Teatrais.

Faz parte do Coral da UFC desde 2008, quando participou da montagem do espetáculo "Abraços", montado em comemoração dos 50 anos do Coral. Encontra-se em processo de construção da releitura do espetáculo "Borandá Brasil", previsto para estrear em novembro/2010 e fazer turnê internacional em 2011.

Atualmente está concluindo a graduação em Arquitetura e Urbanismo na UFC, sua segunda formação na área acadêmica, com o Projeto de Graduação com o tema: "Um lugar para as Artes na Universidade: a sede do Coral da UFC".